
EUA não têm escolha a não ser trabalhar com o Brasil, diz Silveira

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta segunda-feira (24) que os EUA não têm escolha a não ser trabalhar com o Brasil no setor de terras raras, uma vez que os custos logísticos são menores em território nacional do que nos Estados Unidos. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, as declarações foram feitas durante a Exposibram.
Além disso, Silveira afirmou que Pequim, por sua vez, "talvez não tenha interesse em investir na separação e no processamento de terras raras em território brasileiro, já que tem abundância e domina a tecnologia".
Perdeu a corrida
Durante o evento, Silveira afirmou ainda que presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e membros de seu governo admitiram, durante reunião com a delegação brasileira comandada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em maio, que Washington perdeu para a China a disputa pelo controle das terras raras.

"Passei uma hora com o presidente Trump e sua equipe, o vice-presidente e alguns ministros, e ouvi que eles perderam a corrida para a China na eletrificação, na separação de minerais e na indústria de defesa", afirmou o ministro, citado pelo jornal South China Morning Post.
A China responde por 69% da produção mundial de terras raras, enquanto os Estados Unidos representam 12%, segundo dados de 2024. A vantagem chinesa é ainda maior nas etapas seguintes da cadeia: Pequim concentra cerca de 91% da separação e do refino de terras raras usadas em ímãs e 94% da fabricação de ímãs permanentes, de acordo com a Agência Internacional de Energia.
