O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, Sergey Lavrov, declarou, em entrevista à RBC nesta sexta-feira (28) que seu país manteve a esperança por décadas de alcançar um diálogo honesto com o Ocidente, apesar dos constantes enganos, mas que essa ilusão morreu após a operação militar especial, quando começou o envio massivo de armas para a Ucrânia.
Lavrov explicou que essa atitude não se deve a "ingenuidade", mas a traços do caráter nacional russo, como "a esperança de que um canalha possa não ser completamente canalha" e a confiança nas pessoas "até o fim".
No entanto, o fim "já chegou", afirmou o ministro. "Após o início da operação militar especial, o Ocidente se comprometeu a fornecer ao regime nazista em Kiev armamentos ofensivos cada vez mais modernos e letais", declarou ele.
O chanceler lembrou as palavras do presidente Vladimir Putin, que afirmou que a Rússia aprendeu a lição e que as relações com o Ocidente "nunca mais serão as mesmas de antes de fevereiro de 2022", embora tenha acrescentado que Moscou estará sempre aberta ao diálogo.
Lavrov afirmou que "o engano é a base da diplomacia ocidental", citando como exemplo as promessas não cumpridas relativas à não expansão da OTAN. Ele também apontou para a traição da França, Alemanha e Polônia como garantidoras do acordo ucraniano de fevereiro de 2014 entre o então presidente Viktor Yanukovich e a oposição, que "tomou o poder à força" no dia seguinte, enquanto os garantidores "legitimaram o golpe".