Não é o QI: saiba qual função cerebral pode ser a mais importante

"Conhecemos pessoas extraordinariamente inteligentes que, no entanto, nunca atingem seu potencial máximo", afirma um neurocientista.

Segundo o neurocientista cognitivo e especialista em neuroimagem Adrian Owen, o sucesso na vida depende menos de quão inteligente você é e mais de como gerencia a própria mente. As funções executivas — o "sistema de gestão" do cérebro — determinam se você transforma capacidade em boas decisões e ações concretas.

Elas permitem focar no essencial, manter informações na cabeça enquanto as usa, planejar o futuro, resistir a distrações e tentações, regular emoções e entender o que os outros pensam.

Essas capacidades, contudo, não definem o QI, mas sim o quão bem você usa a inteligência que já possui. Por esta razão, pessoas brilhantes às vezes procrastinam, tomam decisões impulsivas ou não exploram todo o seu potencial, enquanto outras, menos "gênios", navegam a vida com bom julgamento.

"Conhecemos pessoas extraordinariamente inteligentes que, no entanto, nunca atingem seu potencial máximo", disse o neurocientista.

Estudos mostram que a inteligência é um conjunto de habilidades, muitas ligadas às funções executivas. Essas capacidades moldam o desempenho na escola, no trabalho, nos relacionamentos, nas finanças e até no envelhecimento.

O caminho para fortalecê-las não é uma pílula mágica: sono de qualidade, exercício, controle do estresse, relações sociais, aprendizado contínuo e, principalmente, consciência.