
Rússia oferece rota marítima que economiza tempo e dinheiro, destaca especialista indiano

ARota Marítima do Norte, que corta o Ártico ao longo da costa russa, representa uma alternativa atrativa para a Índia devido à ausência de restrições e à distância significativamente menor em comparação com as rotas tradicionais, avaliou Rakesh Mishra, CEO da Y&H Cargo, empresa indiana de agenciamento de cargas, durante o Fórum Econômico Oriental em Vladivostok, na terça-feira (1º), citado pela mídia russa TASS.
"A ausência de problemas relacionados a sanções nos permite assegurar cargas contra riscos de transporte a taxas muito favoráveis", afirmou Mishra. Segundo ele, a rota também impulsionará o comércio com o Sudeste Asiático, o "maior polo manufatureiro do mundo".
"No geral, esta rota é mais eficiente do que a ocidental", destacou.
O chanceler russo Sergey Lavrov afirmou em artigo publicado na segunda-feira (31) no portal artic.ru que a China e a Índia devem ser mencionadas em primeiro lugar quando se trata de cooperação internacional na Rota Marítima do Norte e da região do Ártico.
"Empresas indianas estão envolvidas no desenvolvimento do potencial de recursos do nosso Ártico. Segundo alguns especialistas, o Ártico poderá se tornar uma das áreas emblemáticas da parceria entre Rússia e Índia nos próximos 20 anos", continuou Lavrov.
O que a Rússia pode oferecer?
Em um contexto em que as rotas tradicionais estão se tornando cada vez mais instáveis, a Rússia oferece diversas alternativas, tanto marítimas quanto terrestres. Um elemento-chave da nova arquitetura logística é a Rota Marítima do Norte.

Localizada no eixo central de uma rede logística de alcance global, a hidrovia passa pela costa ártica russa. A Rota Marítima do Norte é uma via que liga a parte europeia da Rússia ao Extremo Oriente, além de ser a principal via de transporte ligada ao Ártico russo. A rota passa pela costa norte do país e percorre cerca de 5.600 quilômetros desde o Estreito de Kara até a baía de Provideniya.
A rota registrou um aumento no fluxo de mercadorias de quase 10 vezes na última década, chegando a 38 milhões de toneladas. Até 2030, estima-se que o volume possa bater algo entre 70 e 100 milhões.
Em meio à crescente instabilidade nas rotas marítimas tradicionais, a Rota Marítima do Norte está deixando de ser apenas uma alternativa e se tornando gradualmente um dos principais eixos do comércio global no futuro.
