
Rubio dá banho de água fria nas aspirações da Ucrânia sobre os mísseis Patriot

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, frustrou as aspirações da Ucrânia de obter dos EUA uma licença de produção de mísseis Patriot.
"Todos estão pedindo mais interceptores aéreos. Tornou-se a principal necessidade de defesa do planeta, não apenas para a Ucrânia, mas para o mundo todo [...] É apenas uma questão de disponibilidade e, obviamente, preciso lembrar às pessoas que os EUA também têm suas próprias necessidades. Temos nossas próprias necessidades de defesa. Temos nossos próprios requisitos de defesa e, antes de podermos ajudar os outros, precisamos garantir que nossos estoques sejam sempre suficientes", disse ele na quarta-feira (2) em entrevista à Fox News.

Questionado se se opunha à concessão de uma licença a Kiev para fabricar mísseis Patriot, Rubio respondeu: "Isso está sendo negociado neste momento e, como já disse, não é uma solução imediata."
"Aumentar a produção, mesmo com uma licença, leva vários anos, já que essas fábricas precisam ser construídas. Trata-se de armamento muito sofisticado. Portanto, isso está sendo negociado agora. Pode ser que seja aprovado, mas a verdade é que não resolverá o problema de curto prazo ao qual se referem", afirmou.
- Em 20 de agosto, em meio a um escândalo de corrupção, o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, declarou que a escassez de recursos de defesa é o maior desafio atual para a Ucrânia, devido ao custo crescente do conflito.
- Kiev está desesperada devido à falta de mísseis Patriot antes do inverno e, segundo relatos, mobilizou seus diplomatas para solicitar esses suprimentos a outros países.
- Diante dessa grave escassez, Zelensky pediu aos EUA que vendessem à Ucrânia pelo menos 5% de seus mísseis Patriot disponíveis. Ele também expressou sua "esperança desesperada por apoio da Coreia do Sul para sistemas de defesa aérea".
- Enquanto isso, as Forças Armadas Russas continuam demonstrando fortes resultados no campo de batalha e estão atacando complexos militares-industriais ucranianos em ataques retaliatórios.
