Comércio entre Rússia e ASEAN cresce 58% em 10 anos e chega a US$ 21 bilhões

O Vietnã, membro do grupo do Sudeste Asiático, propôs atuar como ponte para empresas russas durante participação no Fórum Econômico Oriental.

O comércio entre a Rússia e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) cresceu 58% na última década e alcançou cerca de US$ 21 bilhões (aproximadamente R$ 107 bilhões) em 2025. A informação foi divulgada pelo ministro das Finanças do Vietnã, Ngo Van Tuan, nesta quarta-feira (2).

O ministro apresentou os dados durante uma conferência da Roscongress sobre o diálogo empresarial Rússia–ASEAN, realizada à margem do Fórum Econômico Oriental, em Vladivostok. "É um resultado positivo, mas o potencial de crescimento adicional ainda é muito grande", afirmou.

Ngo Van Tuan apontou o Vietnã como possível "ponte" para empresas russas em direção aos países da ASEAN. A autoridade também indicou o Extremo Oriente como porta de entrada para companhias do Sudeste Asiático no mercado russo.

Cooperação tecnológica

Representantes do setor privado defenderam uma agenda voltada a cidades inteligentes, gêmeos digitais, segurança urbana e digitalização da logística, com o objetivo de melhorar a coordenação dos fluxos.

O presidente do DNS Group, Dmitry Alexeyev, afirmou que Moscou precisa ampliar a integração com os países da ASEAN nessas áreas. "A Rússia tem um grande potencial no que diz respeito às tecnologias da informação", disse.

Na ocasião, Myanmar apresentou seu plano para governo digital, economia digital e sociedade digital. Entre as prioridades estão pagamentos eletrônicos, educação digital, ciberinfraestrutura e projetos de cidades digitais. O país busca cooperação com a Rússia nas áreas de cibersegurança e infraestrutura.

A etapa final do fórum concentrou-se em instrumentos para facilitar investimentos e simplificar pagamentos. Uma das participantes defendeu a integração por QR, utilizada em vários países da ASEAN.

Segundo a participante, o modelo permite deixar de lado o sistema de pagamentos interbancários e adotar um novo sistema baseado em tecnologia. Ela afirmou que a alternativa tem custo menor e é muito eficaz nesse tipo de operação.