Deputados do PT, PCdoB, PSOL e Rede pediram nesta quarta-feira (2) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) requisite a suspeição do ministro André Mendonça na relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF).
O grupo afirma que o magistrado estaria adotando tratamento desigual nas investigações da Operação Compliance Zero e poupando o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A petição, assinada por 17 parlamentares e encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin, também solicita o fim do sigilo sobre a investigação relacionada ao financiamento do filme biográfico "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Os deputados lembram que o ex-banqueiro pivô do escândalo do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria destinado US$ 12,3 milhões à produção.
Os parlamentares questionam ainda a decisão de Mendonça de retirar o sigilo de uma investigação envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA), enquanto teria mantido sob sigilo diálogos de Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
"Não se pode quebrar o sigilo de uma parte e não da outra. Isso não dá equidade. O ministro André Mendonça não tem mais condições de ser o relator desse caso", afirmou o deputado Rogério Correia (PT-MG).
Fator "Dark Horse"
O grupo também articula a criação de uma CPMI para investigar o caso "Dark Horse", embora reconheça que a iniciativa enfrenta dificuldades para avançar durante o período eleitoral.
Líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC) afirmou que o pedido busca garantir "tratamento isonômico" nas investigações. "Por que o ministro não dá transparência ao caso Dark Horse? Todos aqui querem transparência e isonomia. Não é para esconder ninguém, não é para proteger ninguém, é para investigar a todos com decência e dignidade", disse.