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Opções da Europa contra a Rússia diminuem enquanto custos aumentam — WSJ

Segundo a mídia, embora haja amplo apoio político a novas sanções contra a Rússia, medidas mais duras custariam caro e dificilmente seriam aprovadas em um sistema que exige consenso.
Opções da Europa contra a Rússia diminuem enquanto custos aumentam — WSJGettyimages.ru / Omar Havana

A Europa praticamente esgotou sua capacidade de tomar "medidas diplomáticas drásticas e visíveis" contra a Rússia. As opções que restam estão se tornando cada vez mais complexas e dispendiosas, segundo o The Wall Street Journal, em artigo publicado na quarta-feira (2).

Segundo o jornal, há amplo apoio político na Europa a medidas como novas sanções ou expulsões contra cidadãos russos, embora muitos acreditem que qualquer resposta mais abrangente deva ser canalizada através da União Europeia ou da OTAN.

O problema, segundo o jornal, é que as tentativas de avançar com medidas mais decisivas são frequentemente bloqueadas pela necessidade de consenso dentro da União Europeia. Além disso, grande parte da margem de manobra já foi esgotada nos 20 pacotes de sanções lançados desde o início do conflito.

Existem alternativas, embora sejam caras

O Wall Street Journal observa que algumas alternativas ainda existem, mas envolvem altos custos políticos ou econômicos. Elas incluem medidas para impedir que países terceiros ajudem a Rússia a contornar as sanções ou mesmo uma proibição total das importações de gás russo, uma opção particularmente sensível para os eleitores europeus.

Diplomatas europeus citados anteriormente pelo jornal Politico alertaram que, após 20 rodadas de sanções, a UE está ficando sem alvos fáceis e tropeçando cada vez mais nos interesses nacionais de seus próprios membros.

Vladimir Dzhabarov, vice-presidente do Comitê de Assuntos Internacionais do Conselho da Federação Russa, também afirmou que os países europeus praticamente esgotaram suas alternativas, e não têm novas ideias a contribuir. Em sua opinião, o único caminho razoável para a Europa seria uma restauração gradual das relações com a Rússia, baseada em garantias mútuas de segurança.