
Cientistas russos calculam o limite da longevidade

Mesmo que a medicina no futuro consiga prevenir todas as doenças da velhice e desativar os processos fundamentais do envelhecimento, a longevidade humana não será infinita.
Cientistas do Instituto de Ciência e Tecnologia de Skolkovo, na Rússia, calcularam o número exato para o teto da longevidade humana. Eles chegaram à conclusão de que a expectativa de vida humana pode atingir cerca de 146 anos e, em certos cenários, esse número pode chegar a incríveis 194 anos.
Os resultados da pesquis foram publicados em 25 de junho na revista científica npj Aging.

Os pesquisadores criaram um modelo matemático que se baseia em uma análise detalhada das mutações somáticas — alterações genéticas que se acumulam inevitavelmente nas células do organismo ao longo da vida.
"Quando todas as outras causas de envelhecimento são eliminadas, as mutações somáticas por si só reduzem a expectativa de vida mediana teórica de 1.759 anos (para um hipotético organismo humano não envelhecido) para 156 anos", afirma Evgeny Efimov, um dos principais autores do estudo.
No entanto, os resultados não significam que as pessoas poderão viver mais de dois séculos; os cálculos mostram o limite biológico teórico.
Embora os pesquisadores não esperam que os humanos comecem a viver tanto tempo tão cedo, os dados mostram algumas áreas onde os tratamentos poderiam ser mais eficazes.
Foi descoberto, por exemplo, que as células da pele e do fígado substituem continuamente as células antigas por novas e conseguem manter essa reposição por um longo período.
Já as células do coração e do cérebro são, em grande parte, insubstituíveis, de modo que continuam a acumular mutações com o passar dos anos.

