
Ilhas Malvinas: Argentina acelera construção de base militar em meio a tensões com Reino Unido

O governo argentino decidiu apressar a construção da Base Naval Integrada na Terra do Fogo, em meio aos recentes desdobramentos relacionados à disputa de soberania sobre o Arquipélago das Malvinas.
O ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, e o ministro da Defesa, Carlos Presti, viajarão ao sul do país na sexta-feira (11) para inspecionar o local onde a instalação será construída, informou a TN na terça-feira (8).

O governo já realocou US$ 142 milhões para o projeto, que tem um custo total estimado entre US$ 400 e US$ 500 milhões, e buscará priorizar seu financiamento no orçamento de 2027.
A Casa Rosada afirma que a base não terá "caráter bélico", mas funcionará como um centro logístico para reforçar a presença da Argentina no Atlântico Sul e sua projeção em direção à Antártida.
O projeto da base teve início formal em 2022.
Construção da base naval
Em 3 de setembro, o presidente argentino, Javier Milei, anunciou em discurso que destinará mais recursos ao Ministério da Defesa e para a construção de uma base naval no litoral sul do país, como parte das medidas para reforçar a estratégia nacional em relação à questão das Ilhas Malvinas.
A decisão faz parte de uma estratégia mais ampla em resposta ao iminente avanço de projetos de exploração de recursos naturais nas ilhas Malvinas. Milei mencionou especificamente o projeto de petróleo offshore Sea Lion, operado pela Navitas Petroleum e pela Rockhopper Exploration.
Argentina construirá base naval na Terra do Fogo em meio à disputa pelas Malvinas
— RT Brasil (@rtnoticias_br) September 4, 2026
De acordo com o presidente argentino, a base transformará o país em um centro logístico e será fundamental para projeção geopolítica. pic.twitter.com/v9dVNWNxsi
Além da base naval, o governo anunciou sanções mais rigorosas contra empresas que participam em atividades não autorizadas nas ilhas e a apresentação urgente ao Congresso de uma Lei para a Defesa da Soberania Nacional que propõe, entre outras coisas, a criação de um Conselho de Segurança Nacional que coordene os Ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Defesa, da Inteligência e da Economia para responder a ameaças à segurança nacional.
Na segunda-feira (7), o governo da Argentina anunciou que dará início a um processo judicial contra as empresas a Navitas Petroleum Development & Production Ltd., Navitas Petroleum Atlantic United, Navitas Petroleum LP, JHI Associates Inc. y Eco (Atlantic) Oil & Gas Ltd., ligadas às atividades de exploração de hidrocarbonetos em torno das Ilhas Malvinas.
