
Comércio entre Rússia e Brasil atinge novos recordes históricos

O comércio de alimentos entre Rússia e Brasil ganhou força em 2026. Nos primeiros oito meses do ano, Moscou exportou 531,7 toneladas de pescado, quase quatro vezes mais que no mesmo período de 2025, conforme informações divulgadas nesta quarta-feira (9) pela agência russa Interfax.
A receita disparou de US$ 157,3 mil para US$ 2,69 milhões, segundo dados da Associação de Proprietários de Frotas Pesqueiras (AFFO), com base em estatísticas alfandegárias brasileiras.

Bacalhau e polaca responderam por 504,1 toneladas. O destaque foi o bacalhau seco, produto que começou a ser introduzido no mercado brasileiro no fim de 2025. A Rússia já responde por 12,4% das importações brasileiras do produto em volume.
De cá pra lá
No sentido inverso, o Brasil exportou US$ 122,5 milhões em carne e aves para a Rússia em agosto, maior valor desde junho de 2017. No acumulado de janeiro a agosto, as vendas chegaram a US$ 493,7 milhões, alta de 41% em relação ao mesmo período de 2025.
A carne bovina congelada representou US$ 114,1 milhões das vendas de agosto, enquanto as exportações de aves chegaram a US$ 4,9 milhões. Com o resultado, a Rússia passou da 10ª para a 7ª posição entre os maiores compradores de carne brasileira no mês.
Os números sobre as exportações brasileiras foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O comércio exterior brasileiro, contudo, tem como fonte primária os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), disponibilizados pelo Comex Stat.
