
'Não pode continuar ingênua': Polônia faz alerta à União Europeia, que sancionou gás russo

A União Europeia não é competitiva com os preços elevados dos combustíveis, afirmou o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, nesta quinta-feira (10). A declaração foi feita durante entrevista coletiva dos líderes do Grupo de Visegrado, formado por Hungria, República Tcheca, Eslováquia e Polônia.
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— RT Brasil (@rtnoticias_br) September 11, 2026
Primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou que seu país e outros integrantes do bloco se comprometem a barrar iniciativas que possam encarecer a energia. pic.twitter.com/rnnM0i2viB

"Podemos esquecer os sonhos de competir com a China ou os Estados Unidos; são meras fantasias. Se os preços da energia permanecerem como estão agora, a União Europeia não pode se dar ao luxo de ser ingênua nem por um único dia em relação às suas políticas ambiciosas", declarou.
Tusk disse que discutir o futuro da UE exige levar os preços em conta. Nesse contexto, afirmou que a Polônia e outros países do bloco se comprometem a bloquear iniciativas que possam elevar os custos da energia.
"Nunca permitiremos que ninguém coloque os interesses desta região em conflito com os interesses da União como um todo", afirmou, em referência aos integrantes do Grupo de Visegrado.
Para ampliar a competitividade, Tusk também defendeu que os países da aliança protejam sua indústria e suas fronteiras, além de cumprir suas obrigações.
UE recusou o gás russo e comprou mais caro dos EUA
- A União Europeia substituiu o gás russo barato, que servia de base para a indústria do bloco, por outras fontes, entre elas o gás natural liquefeito (GNL) dos Estados Unidos, muito mais caro.
- A atual escalada no Oriente Médio elevou os preços do petróleo e do gás, encarecendo ainda mais a energia na UE, pressionando famílias e empresas, provocando fechamentos de indústrias, demissões e um enfraquecimento econômico progressivo.
- Em setembro de 2022, os gasodutos Nord Stream 1 e 2, que ligam a Rússia à Alemanha, ficaram fora de operação após explosões que causaram grandes vazamentos de gás no mar Báltico. Moscou classificou o ocorrido como sabotagem, enquanto os governos da Dinamarca, Alemanha e Suécia se recusaram a divulgar os resultados de suas investigações.
- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou em outubro do ano passado que o abandono da energia russa havia provocado uma série de efeitos negativos para a economia europeia, como a queda do faturamento industrial, o aumento dos preços do petróleo e do gás transportados por via marítima e a perda de competitividade dos produtos e da economia europeus como um todo.
- Por sua vez, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acusou nesta quarta-feira (9) a Europa de ter um "desejo maníaco" de infligir uma derrota estratégica à Rússia e afirmou que, ao tentar alcançar esse objetivo, os países europeus estão prejudicando suas próprias economias e seus cidadãos.
