Segundo dados recentes da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), a Venezuela produziu 1,201 milhão de barris de petróleo por dia em agosto, uma leve alta em relação a julho, quando a produção foi de 1,2 milhão.
O monitoramento de exportações segue a mesma linha, com embarques de petróleo bruto somando em média 1,17 milhão de barris por dia no período.
A mudança principal não está no número, mas no seu respaldo político: o crescimento já não ocorre apesar dos EUA, mas em acordo com eles.
Pelo acordo apresentado por volta de 1º de setembro, a Blue Energy Partners (NABEP), liderada pelo empresário Alejandro Betancourt, recebe direitos de 100 anos para explorar 17 campos com cerca de 65 bilhões de barris em reservas. Os EUA ficam com 35% de participação passiva, 20% garantidos da produção a preço de custo e direito de primeira recusa sobre o restante.
O plano prevê investimentos de até US$ 100 bilhões e elevar a produção das áreas concedidas acima de 1 milhão de bpd.
Até o fim de 2026, seis sondas estarão em campo; em 2027, mais doze; e, a partir de 2028, duas por mês até chegar a 52.
Para a região, o impacto é imediato. Refinarias americanas passam a contar com um fornecedor protegido de petróleo pesado, enquanto a Venezuela se firma como um destino de investimento convencional, ainda que com risco político fora do comum.