Mendonça nega retirada seletiva de sigilo no caso Master e diz não ter mais dados para divulgar

Ministro do Supremo afirmou que já tornou públicos todos os procedimentos relacionados ao julgamento e disse que sigilos foram mantidos para preservar investigações e dados pessoais.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (11) ter retirado de forma seletiva o sigilo de documentos do caso Master. Segundo ele, foram tornados públicos todos os procedimentos relacionados ao tema que será julgado na próxima terça-feira (15), em atendimento a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin.

Mendonça afirmou que a manutenção de parte dos processos sob sigilo ocorreu "a partir de uma análise prudente e responsável", considerando investigações em andamento e a preservação de dados pessoais. Ele citou, entre outros casos, procedimentos relacionados à quebra de sigilos bancário e fiscal e disse que "jamais se poderia publicizar a 'totalidade dos procedimentos contidos ou relacionados'" à investigação original.

A Procuradoria-Geral da República (PGR), porém, pediu a retirada do sigilo de outros documentos e afirmou que a divulgação parcial poderia criar uma "ideia equivocada de transparência". Segundo o órgão, a lista encaminhada por Mendonça não incluía grande parte dos procedimentos relacionados à investigação mais ampla da Operação Compliance Zero.