O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, enviou manifestação ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, nesta sexta-feira (11), sobre o caso envolvendo investigações do Banco Master, de Daniel Vorcaro, e o ministro André Mendonça.
Na terça-feira (8), Mendonça havia retirado Andrei de seu cargo na PF. Isso porque Vorcaro tentou evitar o avanço de medidas contra ele, ao pedir para o ministro Alexandre de Moraes que buscasse sensibilizá-lo a frear investigações.
Além disso, Mendonça havia apontado que o diretor-geral poderia ter monitorado ilegalmente o ministro, além do advogado-geral da União, Jorgem Messias, a partir das estrutura da PF. Sobre isso, Andrei negou a acusação, e disse que existiram apenas análises regulares de inteligência.
Andrei relatou que os documentos produzidos pela polícia não possuem relação com "ações de vigilância, coleta clandestina de dados ou qualquer medida invasiva".
"Não existiu, em absoluto, qualquer monitoramento ilícito de Ministro deste egrégio STF, tampouco do ilmo advogado-geral da União", afirma a peça defensiva.
Inquérito das Fake News
Ao explicar que os relatórios de inteligência não possuem valor para indiciar alguém, e que o instrumento correto para tal seria um inquérito policial, Andrei disse que os documentos contém "estimativas e análises de riscos" e são permitidos pelas normas que regem a PF.
Por fim, afirmou que apenas compartilhou estes documentos após ordem do ministro Alexandre de Moraes, que utilizou o inquérito das Fake News (hoje sob tutela do presidente da Corte, Fachin) para sustentar a exigência.