Moraes diz que Mendonça protege grupo político em suas ações

Após negativa de André Mendonça de divulgar mais elementos sobre o caso Master, o ministro Alexandre de Moraes voltou a acusá-lo de seletividade.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (11) que 18 procedimentos inteiros e outros 180 documentos do caso Banco Master continuam sem acesso dos demais ministros.

Em ofício ao presidente da Corte, Edson Fachin, Moraes acusou André Mendonça de agir de forma seletiva e em proteção a um determinado grupo político.

A manifestação ocorreu após Mendonça afirmar que todos os procedimentos já estavam disponíveis aos ministros. Moraes contestou a versão e anexou imagens do sistema do STF que, segundo ele, mostram peças ainda sob sigilo.

"Não cabe ao relator decidir quais documentos poderão ser analisados pelo restante do colegiado", afirmou Moraes, defendendo acesso integral ao material antes do julgamento.

Posição de Mendonça

Mendonça negou qualquer seletividade e disse ter mantido sob sigilo apenas conteúdos protegidos ou cuja divulgação poderia prejudicar investigações em andamento.

Também nesta sexta-feira, Cristiano Zanin pediu acesso dos demais ministros à íntegra dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Mendonça novamente negou, disse ser impossível.

A divergência ocorre após Fachin determinar que Mendonça compartilhasse os procedimentos da Operação Compliance Zero com o colegiado. A Procuradoria-Geral de República (PGR) também havia questionado a extensão da liberação.