
Como uma superinteligência poderia destruir o planeta: cientista explica a Tucker Carlson

O presidente do Instituto de Pesquisa de Inteligência de Máquina (MIRI), Nate Soares, alertou que o resultado "mais provável" da criação de uma inteligência artificial superinteligente poderia ser "a destruição do planeta". A declaração foi feita durante uma entrevista com o jornalista americano Tucker Carlson publicada na sexta-feira (11).
Soares explicou que, embora seja possível antecipar que uma inteligência superior à humana possa superar a humanidade, é muito mais difícil prever exatamente como isso aconteceria. "É muito fácil prever o vencedor. É difícil prever os métodos exatos", observou ele, antes de comparar o cenário a uma partida de xadrez contra o enxadrista norueguês Magnus Carlsen, considerado um dos melhores da história.

Segundo o cientista, se sistemas de IA extremamente inteligentes forem desenvolvidos, eles poderão perseguir seus próprios objetivos, que não se alinham exatamente com o que os humanos desejam ou pedem que façam. "Se conseguirmos criar essas IAs realmente inteligentes, elas terão seus próprios objetivos, que não são exatamente o que desejamos ou o que pedimos", afirmou.
Soares explicou que, embora seja possível prever que uma inteligência superior à humana possa superar os nossos próprios objetivos, não é exatamente o que desejamos ou o que pedimos", concluiu. Soares vislumbrou um cenário em que máquinas utilizariam fábricas automatizadas para produzir robôs e outras instalações, bem como centros de dados, formando eventualmente "ecossistemas totalmente autônomos e autorreplicantes" capazes de consumir os recursos do planeta sem levar em consideração as instruções humanas. "Elas começariam a devorar os recursos do planeta", argumentou.
