O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou neste sábado (12) o pedido de Alexandre de Moraes para que o plenário analisasse conjuntamente as situações envolvendo ele e o ministro André Mendonça.
Com a decisão, foi mantida para a próxima terça-feira (15) a sessão dedicada ao relatório da Polícia Federal (PF) sobre mais de 50 mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes.
No mesmo despacho, Fachin marcou para 23 de setembro a análise de questionamentos sobre a atuação de Mendonça nos casos Banco Master e INSS. O ministro justificou que os processos estão em fases distintas: o caso envolvendo Moraes já está pronto para julgamento, enquanto o procedimento sobre Mendonça ainda tem prazos abertos para coleta de informações e manifestações.
Moraes havia argumentado que a análise separada poderia gerar "risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual". Ele também acusou Mendonça de fazer uma "escolha seletiva" na divulgação de documentos. Mendonça negou a acusação e afirmou que tornou públicos todos os procedimentos disponíveis, mantendo sob sigilo determinados trechos como medida "prudente e responsável" para preservar investigações em andamento e proteger dados pessoais, bancários e fiscais.
- Os casos estão inseridos em investigações da PF sobre fraudes financeiras no Banco Master e possíveis ramificações políticas. Uma das frentes apura o suposto direcionamento de emendas parlamentares para entidades culturais e produtoras destinadas ao financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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