O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (12), em Curitiba (PR), que conversou com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sobre vazamentos de investigações em andamento sobre o Banco Master.
Sem citar diretamente o ministro André Mendonça, Lula criticou a divulgação de partes dos processos e disse ter pedido a liberação integral dos autos.
"Não é possível o cidadão, que é o juiz relator, ficar soltando matérias pinçadas, somente daquilo que interessava a ele. E eu pedi para liberar todo o processo", declarou.
Quebra do sigilo
Na sexta-feira (11), Mendonça retirou o sigilo de mais processos relacionados às investigações sobre o Banco Master, incluindo o inquérito que apura o financiamento da cinebiografia "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e incluiu outros 21 processos.
Mais cedo, Fachin havia dado 24 horas para Mendonça enviar a íntegra dos autos da operação Compliance Zero e da Petição 15.556 à Presidência do STF e aos gabinetes dos ministros.
Críticas ao STF
Durante o comício, Lula também afirmou que ninguém deve ocupar uma cadeira no STF para enriquecer.
"Isso vale pra mim, isso vale pro meu filho, isso vale para qualquer ministro da Suprema Corte. Ninguém pode ser ministro da Suprema Corte para ficar rico, aquilo é um sacerdócio", disse.
O presidente voltou a afirmar que seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, investigado em três inquéritos no STF, não será protegido.
"Se ele cometeu um erro, ele terá de pagar pelo erro que cometeu", declarou.