
Arábia Saudita pede socorro ao Reino Unido diante da retaliação dos Houthis — Bloomberg

Autoridades da Arábia Saudita pediram ao Reino Unido uma maior ajuda diplomática e militar diante dos ataques retaliatórios dos Houthis do Iêmen, informou a Bloomberg na segunda-feira (14).
Segundo a reportagem, Riade pediu ao primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, que forneça apoio operacional às Forças Armadas Sauditas para repelir os ataques dos Houthis na região do Estreito de Bab el-Mandeb, bem como para proteger a infraestrutura petrolífera contra ataques.

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Burnham ainda não tomou uma decisão, mas autoridades britânicas o alertaram que, se os Houthis obtiverem o controle total do estreito, as consequências para a navegação internacional serão "catastróficas" e afetarão a economia global, com aumento dos preços do petróleo e da inflação.
O Reino Unido afirma que não quer interferir em outro conflito no Oriente Médio.
No entanto, o premiê britânico concordou em enviar assessores à Arábia Saudita, enquanto um representante do governo britânico declarou que o país pretende colaborar com os parceiros para contribuir com a estabilidade regional.
- A escalada entre Riade e o movimento rebelde Houthi começou em julho e representou, na prática, o fim da frágil trégua que havia congelado as linhas de front no Iêmen desde 2022. Os Houthis aumentaram a pressão sobre a Arábia Saudita e ampliaram suas ações contra alvos ligados ao país, enquanto Riad intensificava suas operações militares no Iêmen.
- Na quinta-feira passada (10), os rebeldes iemenitas tomaram a cidade portuária de Mocha, na costa ocidental do Iêmen, e continuam avançando em direção a localidades do oeste, ocupando territórios que anteriormente estavam sob controle de forças apoiadas pela Arábia Saudita. A tomada da cidade reforça o controle do movimento sobre uma importante via marítima — o estreito de Bab el-Mandeb —, que se conecta ao Canal de Suez através do Mar Vermelho e é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, sendo fundamental para o transporte de petróleo e mercadorias entre a Europa e a Ásia.
