Moraes acusa possível interferência estrangeira em relatório da PF usado por Mendonça

O ministro aponta como evidência supostas irregularidades na confecção do relatório, como o fato deles terem sido abertos e finalizados no mesmo dia, indicando que eles poderiam ter sido preparados externamente e simplesmente "plantados" nos computadores da Polícia Federal.

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, alegou que o relatório divulgado por André Mendonça com mensagens trocadas entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, poderia ter sido produzido com o "auxílio de órgão estrangeiro", segundo o Metrópoles nesta terça-feira (15).

A hipótese foi apresentada em um ofício de 44 páginas entregue ao presidente da corte, Edson Fachin, na segunda-feira (14). O documento é a sua defesa na sessão de hoje, que vai determinar se ele deve ser investigado por envolvimento no caso Banco Master.

Moraes, que foi alvo de sanções por parte do governo americano, acredita que as ditas forças externas podem ter como objetivo manipular o resultado das eleições em outubro.

"Houve total quebra da cadeia de custódia, inclusive com relatório não realizado integralmente na Polícia Federal, mas sim com auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro, demonstrando clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026, ao tentar incriminar o Juiz relator das ações julgadas pela Primeira Turma contra a organização criminosa que tentou dar um Golpe de Estado no Brasil", escreveu Moraes em ofício enviado a Fachin.

O ministro aponta como evidência supostas irregularidades na confecção do relatório, como o fato deles terem sido abertos e finalizados no mesmo dia, indicando que eles poderiam ter sido preparados externamente e simplesmente "plantados" nos computadores da Polícia Federal.