Os Estados Unidos se negaram a fornecer cobertura aérea à Arábia Saudita no atual conflito contra o movimento Ansar Allah, do Iêmen— também conhecido como rebeldes Houthis —, informou nesta terça-feira (15) o jornal Financial Times, citando uma fonte diplomática.
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O presidente americano Donald Trump já havia rejeitado, na semana passada, um pedido saudita par adar apoio aos seus ataques contra o grupo iemenita.
De acordo com fontes, Riad solicitou cobertura aérea americana, mas os americanos responderam que não estavam dispostos a intervir naquele momento, uma vez que sua atenção continuava voltada para a guerra contra o Irã.
Analistas citados pelo jornal apontam que umenvolvimento militar direto dos EUA parece cada vez menos provável, embora a relação entre Riad e Washington continue estreita.
A publicação indica ainda que os EUA mantem o apoio às forças sauditas por meio de inteligência e dados sobre alvos, enquanto a Arábia Saudita ataca posições dos Houthis no Iêmen.
Avanço dos houthis e escalada do conflito
- Recentemente, os Houthis avançaram na costa ocidental do Iêmen, tomando territórios que anteriormente estavam sob controle de forças apoiadas pela Arábia Saudita. O movimento tomou a cidade de Moka, enquanto um alto funcionário dos Houthis, Mohammed al-Bukhaiti, declarou que o grupo também assumiu o controle do Estreito de Bab el-Mandeb, uma importante rota marítima.
- A escalada começou em julho e representou, na prática, o fim da frágil trégua que havia congelado as linhas de frente no Iêmen desde 2022. Os Houthis aumentaram a pressão sobre a Arábia Saudita e intensificaram suas ações contra alvos vinculados ao país, enquanto Riad ampliava suas operações militares no Iêmen.
- Os houthis ampliaram seu controle sobre a costa ocidental e aumentaram a pressão sobre as rotas do Mar Vermelho. Moka tornou-se um dos principais pontos da ofensiva.
- Em meio ao aumento da dimensão regional do conflito, o Paquistão alertou para novas linhas vermelhas no Oriente Médio.