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Dino rebate ameaça de sanções dos EUA: 'Esse tribunal não se submete a pressões'

Em meio a julgamento que pode investigar Moraes, ministro rebate ameaça de sanções e defende independência da Corte.
Dino rebate ameaça de sanções dos EUA: 'Esse tribunal não se submete a pressões'Gettyimages.ru / Rudy Sulgan / Gustavo Moreno/SCO/STF

Durante a retomada da sessão extraordinária desta terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Flávio Dino reagiu às informações de que ele e o decano Gilmar Mendes podem se tornar os próximos alvos de sanções dos Estados Unidos.

"Não lembro que algum órgão de soberania brasileiro tenha impugnado a decisão de um tribunal de qualquer outro país, muito menos o tribunal dos EUA", afirmou.

A fala de Dino ocorreu após ele citar uma reportagem do portal Uol. "Para minha surpresa, surpresa e indignação, li agora na hora do almoço uma notícia de que os Estados Unidos vão restabelecer sanções a ministro do STF, por conta desse julgamento aqui", afirmou.

As novas ameaças de sanções ocorrem em meio ao julgamento da Petição 16.662 — que reúne mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O material foi apreendido pela Polícia Federal na investigação sobre o Banco Master, e pode resultar na abertura de uma investigação contra Moraes.

''Essa toga pertence ao povo brasileiro''

"Existe a ideia falsa de que o Tribunal deve se submeter a pressões", prosseguiu Dino, acrescentando que a atuação da Corte não está condicionada a interesses de outros países: 'Essa toga pertence ao povo brasileiro, não nos pertence'.

O ministro foi além, afirmando que "uma instituição que se curva a pressões estrangeiras não serve para nada".

O magistrado classificou as novas ameaças como uma tentativa de constranger o Judiciário brasileiro e lembrou que Brasil e Estados Unidos têm uma conversa sobre tarifas marcada para o fim de setembro.