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Em alfinetada a Trump, Dino diverge de Fachin e pede julgamento conjunto de Moraes e Mendonça

Ministro defendeu que os casos sejam analisados em conjunto no dia 23, citando risco de que decisão pareça motivada por pressão externa.
Em alfinetada a Trump, Dino diverge de Fachin e pede julgamento conjunto de Moraes e MendonçaReprodução/STF/YouTube

O ministro Flávio Dino divergiu do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, na sessão extraordinária desta terça-feira (15) sobre a Petição 16.662 — que trata das mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Dino defendeu que o caso de Moraes seja discutido em conjunto com o inquérito que apura o ministro André Mendonça, cujo julgamento está marcado para o dia 23 de setembro.

Ao defender o adiamento do julgamento e a análise conjunta dos casos de Moraes e Mendonça, Dino fez alusão a Donald Trump. Ele alertou para os riscos de o STF decidir sobre a situação de Moraes sem antes deixar claras as regras e condições do julgamento — como a definição do relator, o rito a ser seguido e o escopo exato do que será analisado. 

"Se as condições não forem definidas, vai ficar parecendo que Moraes só está aqui porque Trump quis, ou porque Elon Musk quis, ou porque quem matou Marielle quis", disse Dino, em referência à pressão externa que a Corte vem sofrendo.

Novas ameaças de sanções dos EUA

Anteriormente, o ministro havia comentado as novas ameaças de sanções dos EUA a ministros do STF por causa do julgamento desta terça. "Para minha surpresa, surpresa e indignação, li agora na hora do almoço uma notícia de que os Estados Unidos vão restabelecer sanções a ministro do STF, por conta desse julgamento aqui", afirmou.

Dino classificou as novas ameaças como uma tentativa de constranger o Judiciário brasileiro e destacou que "uma instituição que se curva a pressões estrangeiras não serve para nada"