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'Alto nível de confiança': Lula e Xi elevaram relações sino-brasileiras a novos níveis, diz Pequim

Governo chinês afirma que relação passou de parceria estratégica abrangente à comunidade com futuro compartilhado.
'Alto nível de confiança': Lula e Xi elevaram relações sino-brasileiras a novos níveis, diz PequimRicardo Stuckert / PR

A China afirmou nesta quinta-feira (17) que as relações com o Brasil avançaram sob a orientação dos presidentes Xi Jinping e Luiz Inácio Lula da Silva, e destacou o "elevado nível de confiança política mútua" entre os dois países.

A avaliação foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, ao comentar o atual estágio das relações entre Pequim e Brasília.

"Nos últimos anos, sob a orientação estratégica dos dois presidentes, as relações entre China e Brasil têm avançado a passos largos, evoluindo de uma parceria estratégica abrangente para uma comunidade com um futuro compartilhado", afirmou.

A declaração foi dada após Guo ser questionado sobre a carta de Lula entregue ao presidente chinês por Celso Amorim, assessor-chefe do presidente brasileiro. Amorim reuniu-se na quarta-feira (16), em Pequim, com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi.

Guo também ressaltou a interlocução entre Lula e Xi. "O presidente Xi Jinping e o presidente Lula mantêm uma comunicação estreita por diversos meios, o que demonstra o elevado nível de confiança política mútua entre nossos dois países".

Cooperação bilateral

Brasil e China elevaram o nível da relação bilateral em novembro de 2024, durante visita de Estado de Xi Jinping ao Brasil. Desde então, Pequim tem destacado reiteradamente o compromisso dos dois países com a construção de uma "comunidade com um futuro compartilhado" por um mundo mais justo e um planeta mais sustentável.

No encontro de quarta-feira (16), Amorim e Wang Yi também discutiram o aprofundamento da cooperação bilateral, a coordenação em plataformas multilaterais como o BRICS e questões internacionais e regionais. Segundo o governo chinês, foram abordadas a crise na Ucrânia e as situações na América Latina e no Oriente Médio.