Em nova ofensiva contra Cuba, EUA impõem sanções a empresas do setor mineral e militar

Sanções impostas nesta quinta-feira (17) endurecem bloqueio imposto a Cuba há mais de seis décadas.

Como parte doendurecimento do bloqueio imposto a Cuba há mais de seis décadas, o governo dos EUA anunciou nesta quinta-feira (17) uma nova rodada de sanções contra empresas vinculadas ao setor militar e à mineração de níquel.

Em comunicado publicado pelo Departamento de Estado dos EUA em seu portal, são apontadas como alvo das medidas coercitivas as empresas militares Centro de Investigación y Desarrollo de Simuladores (Simpro), entidade dedicada ao desenvolvimento e à fabricação de simuladores utilizados no treinamento das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, e o Centro de Investigación y Desarrollo Naval (Cidnav), onde são conduzidos programas de pesquisa relacionados à Marinha cubana.

A lista inclui ainda o Centro de Investigación y Desarrollo de Armamento de Infantería (Cidai), cuja finalidade é a pesquisa e o desenvolvimento de armamentos de infantaria, e o Centro de Investigación, Desarrollo y Producción Grito Baire (Gelcom), envolvido na produção de equipamentos eletrônicos e de comunicação.

Nesse âmbito, também foram anunciadas sanções unilaterais contra Joaquín Francisco Cancio Monteagudo, diretor-geral da Simpro; Dioglis Pedrera Argüello, diretor-geral da Cidnav; e Julio Hurtado Bentancourt, diretor-geral do Cidai.

Em relação às entidades ligadas à indústria do níquel, Washington impôs medidas coercitivas unilaterais à Empresa de Serviços Técnicos de Computação, Comunicações e Eletrônica (Sercont), empresa pública que fornece ferramentas e serviços relacionados à exploração desse metal na ilha; à Empresa de Engenharia e Projetos de Níquel (Ceproníquel), voltada à execução de projetos no setor; ao Centro de Pesquisas do Níquel (Cediniq); e à estatal Pinares S.A., responsável pelo estudo das jazidas de níquel no país caribenho.

Cerco dos EUA contra Cuba