As embaixadas dos EUA em diferentes países do Oriente Médio emitiram neste sábado (19) um alerta aos cidadãos norte-americanos diante do aumento das tensões na região.
As representações no Bahrein, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano e Israel, assim como a representação virtual para o Irã, alertaram que a situação entre a Arábia Saudita e os houthis "pode se agravar rapidamente".
"Os cidadãos norte-americanos que atualmente se encontram no Oriente Médio devem redobrar a cautela e estar atentos a possíveis cancelamentos de voos, fechamentos do espaço aéreo e interrupções nas viagens", diz o comunicado.
Além disso, as representações recomendaram que cidadãos que viajem de ou para a região acompanhem atentamente as informações sobre as operações das companhias aéreas e dos aeroportos que já foram alvo de ataques.
Por sua vez, a representação dos EUA para o Irã recomendou que os cidadãos não viajem para o país persa sob nenhuma circunstância. "Os cidadãos norte-americanos devem deixar o Irã imediatamente", alertou.
Avanço dos houthis e escalada do conflito
- Recentemente, os Houthis avançaram na costa ocidental do Iêmen, tomando territórios que anteriormente estavam sob controle de forças apoiadas pela Arábia Saudita. O movimento tomou a cidade de Moka, enquanto um alto funcionário dos Houthis, Mohammed al-Bukhaiti, declarou que o grupo também assumiu o controle do Estreito de Bab el-Mandeb, uma importante rota marítima.
- A escalada começou em julho e representou, na prática, o fim da frágil trégua que havia congelado as linhas de frente no Iêmen desde 2022. Os Houthis aumentaram a pressão sobre a Arábia Saudita e intensificaram suas ações contra alvos vinculados ao país, enquanto Riad ampliava suas operações militares no Iêmen.
- Os houthis ampliaram seu controle sobre a costa ocidental e aumentaram a pressão sobre as rotas do Mar Vermelho. Moka tornou-se um dos principais pontos da ofensiva.
- Em meio ao aumento da dimensão regional do conflito, o Paquistão alertou para novas linhas vermelhas no Oriente Médio.