
Terras raras são entrave para renovação de trégua comercial entre EUA e China

Os Estados Unidos e a China não alcançaram um consenso sobre a prorrogação do pacto comercial que visa mitigar a guerra tarifária entre as duas potências, com o atual acordo previsto para expirar em 10 de novembro, informou o Financial Times nesta segunda-feira (21).
« QUAIS SÃO AS GUERRAS COMERCIAIS DA ERA TRUMP E SEUS OBJETIVOS? SAIBA MAIS EM NOSSO ARTIGO »
O impasse ocorre na véspera da visita do presidente da China, Xi Jinping, a Washington para reuniões com o presidente americano Donald Trump, que ocorrerão entre os dias 23 e 25 de setembro.

O principal ponto de divergência é o prazo do pacto. Washington quer prorrogar o acordo por seis meses, enquanto Pequim insiste que ele deve permanecer em vigor até o fim do mandato presidencial de Trump.
O governo americano justifica a cautela alegando que a China não estaria cumprindo integralmente os compromissos relativos ao fornecimento de metais de terras raras.
Nos termos de acordo que foi celebrado por Donald Trump e Xi Jinping no final de outubro de 2025 em Busan, na Coreia do Sul, os EUA reduziram as tarifas impostas a produtos chineses de 57% para 47%, diminuindo de 20% para 10% as chamadas tarifas sobre o fentanil, enquanto que o líder chinês autorizou a compra de produtos agrícolas dos EUA.
O histórico de tensões é marcado por uma escalada de tarifas iniciada em fevereiro de 2025 por os EUA. Após um ciclo de retaliações que levou as alíquotas a patamares extremos — chegando a 145% para produtos chineses nos EUA e 125% para exportações americanas para a China —, os dois países buscaram um relaxamento em maio, reduzindo as taxas para 10% por um período experimental.
