
EUA convidaram presidente Putin ao G20, revela Marco Rubio

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta quarta-feira (23) que Washington convidou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para a próxima cúpula do G20 em Miami.
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— RT Brasil (@rtnoticias_br) September 23, 2026
"Para resolver problemas, é preciso se reunir com pessoas das quais você discorda ou com as quais possa ter algum tipo de divergência", afirmou o secretário de Estado dos EUA à imprensa em Nova York. pic.twitter.com/MkkY15UYIy

"Para resolver problemas, é preciso se reunir com pessoas das quais você discorda ou com as quais possa ter algum tipo de divergência. Por isso, convidamos o presidente Putin para o G20", declarou Rubio a jornalistas em Nova York.
O chefe da diplomacia americana afirmou que o governo Trump espera que o presidente russo aceite o convite. "Se isso acontecer, haverá uma oportunidade em dezembro. Se surgir outra oportunidade para que eles se reúnam e o encontro tiver um propósito, seria positivo", disse Rubio.
O secretário de Estado americano também lembrou que Donald Trump e Vladimir Putin mantiveram "numerosas" conversas por telefone. "Não sei o número exato, mas, desde que o presidente assumiu o cargo, acredito que eles tenham conversado pelo menos uma dúzia de vezes. Portanto, sim, continuaremos abertos ao diálogo", ressaltou.
Segundo Rubio, o cenário ideal seria "uma reunião da qual se obtivesse um resultado, um desfecho". Rubio afirmou que isso implica "trabalhar muito de antemão". Ao mesmo tempo, admitiu que, mesmo que não seja realizado um encontro presencial separado, "talvez, se o presidente Putin participar do G20 em dezembro, isso certamente será uma oportunidade para que eles interajam e conversem", concluiu.
- Horas antes, durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Donald Trump prometeu que encerrará o conflito na Ucrânia "mais rapidamente do que as pessoas imaginam". "Estamos trabalhando em estreita colaboração com os líderes da Rússia e da Ucrânia, e conseguiremos resolver isso", destacou.
- Vladimir Putin declarou repetidamente que a Rússia está empenhada em encontrar uma solução diplomática para a crise ucraniana. O presidente enfatizou a necessidade de garantir a segurança russa a longo prazo e eliminar as causas profundas do conflito, entre elas a expansão da OTAN — que Moscou considera uma ameaça — e a violação dos direitos da população de língua russa na Ucrânia.
- A proposta russa prevê que Kiev retire completamente suas tropas das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, além das regiões de Zaporozhie e Kherson (incorporadas à Rússia após consultas populares em 2022), e reconheça esses territórios, juntamente com a Crimeia e Sebastopol, como parte da Federação da Rússia. Também devem ser garantidas a neutralidade, a não adesão a alianças, a desnuclearização, a desmilitarização e a desnazificação da Ucrânia.
