O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, defendeu que os países europeus da aliança deveriam ter atacado o Irã em vez de depender dos EUA e de Israel.
Falando na Cúpula de Defesa e Espaço da Euronews, ele disse que a Europa "não tinha capacidade de eliminar o programa nuclear iraniano", mas que em 10 anos "pode e deve" fazê-lo, no contexto de rearmamento bilionário.
Rutte também minimizou preocupações russas sobre retórica hostil de membros da OTAN a respeito de Kaliningrado, afirmando que o bloco é "defensivo" e pedindo o fim da ameaça nuclear.
LEIA MAIS: Kaliningrado: o enclave estratégico europeu da Rússia cercado pela OTAN
Questionado sobre o alerta formal que Moscou enviou a Bruxelas, Rutte minimizou as preocupações russas: "Basicamente o que dissemos foi: ei, escutem, somos uma aliança defensiva, e parem com a ameaça nuclear'", afirmou a jornalistas.
A Rússia citou declarações do chanceler polonês Radoslaw Sikorski e advertiu que usaria "todo o arsenal disponível" para defender seu território de um possível ataque da OTAN.
Apesar de se descrever como defensiva, a OTAN já realizou ataques, como a intervenção na Líbia em 2011, e Moscou considera a expansão para o leste uma das causas do conflito na Ucrânia.