O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (2) que mantém uma "relação muito boa com a Europa", após um repórter perguntar se proibiria as exportações de diesel em meio ao agravamento da crise energética.
O mandatário descartou que uma possível proibição das exportações que estaria sendo cogitada por seu governo. "Temos uma relação muito boa com a Europa, e eles querem fazer isso porque têm muito diesel", declarou Trump ao comentar as exportações de combustíveis pelo continente europeu.
Nesse sentido, o chefe de Estado afirmou que a grande quantidade de diesel disponível na Europa "seria ótima" se o continente conseguisse exportá-la.
As declarações de Trump ocorreram em meio ao agravamento da crise energética, quando ele deixava a Casa Branca e respondia a perguntas de repórteres no local.
"Europa tem muito diesel e vai dar uma grande contribuição em nível mundial, assim como nós. E não vamos impor a proibição das exportações, vamos fazer o que devemos fazer. Mas eu perguntei a eles, e vamos ter muito petróleo", declarou Trump.
Maior tensão nos últimos anos
Em meio à guerra travada pelos EUA e por Israel contra o Irã desde fevereiro, que provocou o fechamento do estratégico estreito de Ormuz, o mercado mundial de combustíveis atravessa um dos períodos de maior tensão dos últimos anos.
O preço dos combustíveis subiu rapidamente, atingindo níveis recordes, enquanto uma combinação de conflitos militares, interrupções no fornecimento e decisões políticas ameaça prolongar a pressão sobre consumidores e empresas. A crise energética também provocou uma tensão crescente entre a Europa e os EUA.
EUA e Europa em lados opostos: quem pagará a conta?
Os preços do diesel no mercado atacadista da União Europeia (UE) subiram para US$ 1.642,25 por tonelada métrica, o nível mais alto registrado desde 2007.
Nos EUA, o diesel atingiu em setembro o recorde histórico de US$ 6,4866 por galão, superando o recorde anterior de US$ 5,8159, registrado em junho de 2022.
Embora Trump tenha cogitado proibir as exportações do combustível, a medida poderia ter "um efeito paradoxal" e encarecer ainda mais o produto em muitas regiões do país, agravando a pressão inflacionária nos EUA.