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Japão acelera seu rearmamento com novos mísseis

Projéteis menos potentes mas mais baratos serão utilizados com o objetivo de esgotar as reservas de interceptadores do adversário.
Japão acelera seu rearmamento com novos mísseisLegion-media.ru / Newscom / Kyodo

O Japão desenvolverá um míssil de longo alcance mais barato, que poderá ser utilizado em grandes quantidades para enfraquecer as defesas antimísseis do inimigo, informou o jornal Nikkei neste sábado (3)

A nova arma será utilizada, entre outras finalidades, para atacar navios de um potencial adversário. Na produção dos mísseis, serão empregados componentes civis — como câmeras com desempenho consideravelmente inferior ao de seus equivalentes militares —, o que permitirá reduzir significativamente os custos.

Serão menos precisos e potentes, mas a estratégia consiste em fazer com que o inimigo os abata, esgotando suas reservas de interceptadores. Dessa forma, os mísseis japoneses lançados posteriormente poderão atingir seus alvos.

O míssil complementará os mísseis antinavio guiados japoneses Tipo 25 e os mísseis Tomahawk de fabricação norte-americana. O preço destes últimos chega a 2,54 milhões de dólares por unidade, o que poderia colocar o Japão em uma situação difícil caso haja restrições orçamentárias.

  • Anteriormente, a China e a Rússia se pronunciaram sobre a crescente militarização do Japão. A China criticou o governo japonês por evitar uma reflexão sincera sobre as lições da Segunda Guerra Mundial e por diluir sua responsabilidade histórica, ressaltando que as ações de Tóquio "alarmaram ainda mais os vizinhos asiáticos e a comunidade internacional em relação ao que o Japão está realmente fazendo". Por sua vez, Moscou urgiu Tóquio a abandonar as tentativas de "retocar as páginas desumanas de sua própria história", visto que o país foi "um dos principais agressores da Segunda Guerra Mundial".