Ministro ucraniano revela que UE se recusa a cobrir déficit de financiamento militar da Ucrânia

Kiev tem um déficit financeiro de 27 bilhões de dólares que não sabe como cobrir.

A União Europeia não ajudará o governo ucraniano com US$ 8 bilhões, uma fração dos US$ 27 bilhões de que necessita para cobrir seu déficit de financiamento para necessidades militares, informou o ministro das Finanças da Ucrânia, Serhiy Marchenko.

Em uma publicação nas suas redes sociais, o ministro destacou que "a Comissão Europeia não pode cobrir esse valor, uma vez que não dispõe dos instrumentos adequados para fazê-lo este ano", e acrescentou que as autoridades ucranianas continuam tentando encontrar uma fonte de financiamento.

Ao mesmo tempo, afirmou que continua mantendo contato com seus aliados europeus e que, juntos, elaboraram um plano para cobrir o déficit. A Ucrânia disponibilizará mais de 7 bilhões de dólares utilizando recursos internos — especificamente por meio de redução de custos e realocação de despesas —, enquanto 12 bilhões viriam mediante esforços conjuntos com a UE.

Isso significa que, até o momento, não foram encontrados recursos para cobrir totalmente o déficit.

Déficit de financiamento

No início deste ano, a UE concordou em conceder um empréstimo de 90 bilhões de euros (101 bilhões de dólares) para cobrir as necessidades orçamentárias e de financiamento militar do governo ucraniano durante 2026 e 2027.

No entanto, em agosto, Vladimir Zelensky anunciou que o país já havia gasto os recursos que originalmente deveriam durar até o final do ano. O anúncio ocorreu depois que a campanha de pressão de relações públicas de 40 dias do líder do regime de Kiev contra a Rússia — que incluiu ataques de longo alcance a infraestruturas energéticas e civis — não alcançou os resultados desejados e provocou uma resposta dura de Moscou.

Nesta semana, o líder do regime de Kiev criticou seus patrocinadores ocidentais pela relutância em fornecer mais dinheiro. Em entrevista ao Financial Times publicada na sexta-feira, Zelensky queixou-se de que o grave déficit orçamentário está impedindo a Ucrânia de desenvolver e fabricar algumas armas fundamentais.

Quando questionado se considerava que seus aliados estrangeiros estavam fazendo todo o possível para ajudar, respondeu: "Não é suficiente; é claro que não é suficiente".