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Lula anuncia nova fase da campanha e acredita que pode virar o jogo contra Flávio

Desde a redemocratização, nunca um candidato a Presidência conseguiu reverter uma desvantagem no 2º turno.
Lula anuncia nova fase da campanha e acredita que pode virar o jogo contra FlávioGettyimages.ru / Ricardo Moreira / Stringer

Após terminar em segundo lugar no 1º turno da eleição presidencial atrás de Flávio Bolsonaro (PL), a chapa composta por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) anunciou que a campanha agora entrou em uma nova fase e almeja realizar um feito inédito desde 1989 - quando foi introduzido o 2º turno nas eleições - reverter a desvantagem contra o adversário. A notícia foi publicada pelo portal Poder360 no domingo (4).

Lula afirmou que agora "termina a primeira fase do campeonato" e que é "muito bom no mata-mata". Sua campanha passará a dar mais ênfase na divulgação de ações sociais, a buscar o voto dos eleitores que se abstiveram no 1º turno e a personalizar a disputa contra Flávio. "Os bolsonaristas se preparem", avisou o presidente.

O mandatário pretende ampliar a educação em tempo integral nas escolas, bem como o programa Pé-de-meia, além buscar fortalecer o SUS e o programa Farmácia Popular, incluindo a iniciativa de distribuir canetas emagrecedoras. Sua campanha também deve focar nas críticas ao adversário citando o caso do Banco Master e o suposto envolvimento da família Bolsonaro com as milícias.

Com isso, Lula busca dois feitos inéditos como político, reverter o resultado no 2º turno após largar atrás na primeira etapa da disputa, e alcançar um quarto mandato como presidente do país.

Desde a redemocratização do país em 1989, nunca um político conseguiu virar o jogo na segunda etapa. O próprio Lula já disputou a presidência no segundo turno por quatro vezes em 1989, 2002, 2006 e 2022. Com exceção da primeira, quando perdeu para Fernando Collor, em todas as outras Lula venceu disputando o cargo máximo do país com José Serra, Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro, respectivamente.

Lula buscará também conquistar o voto dos eleitores dos candidatos derrotados da chamada terceira via, Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), cujos votos no 1º turno somaram cerca de 9 milhões de votos. O PT buscará interlocução com todos os partidos, mas, com exceção de Cury, todos os outros candidatos se declaram como oposição.