
Espanha convoca eleições antecipadas em meio à crise habitacional

O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou no X nesta segunda-feira (5) que as eleições gerais serão antecipadas para 29 de novembro, após a rejeição dos decretos sobre habitação no Congresso.
"Decidi convocar um Conselho de Ministros extraordinário nesta manhã para dissolver as Cortes Gerais e convocar eleições gerais a serem realizadas no domingo, 29 de novembro, de acordo com os prazos determinados por lei", afirmou Sánchez em seu comunicado.

Ele justificou a decisão citando a "insatisfação" e a indignação de um segmento da sociedade pelo fato de que "os interesses das pessoas comuns são pisoteados no parlamento em benefício de poucos".
Sánchez também reconheceu os "erros" cometidos por seu governo e admitiu que "ainda há muitas injustiças a corrigir, muitos objetivos sociais a alcançar e muitos problemas a resolver", razão pela qual enfatizou a necessidade de "renovar e ampliar o apoio do povo".
"Para levar a cabo profundamente as reformas pendentes que precisamos para que os cidadãos possam reduzir os níveis de desigualdade, devemos nos mobilizar e garantir que o parlamento nos proporcione uma maioria progressista muito mais ampla, com a qual possamos superar as elites, alcançar novos avanços sociais e continuar a transformar Espanha", afirmou.
Na sexta-feira passada (2), o Congresso rejeitou os dois decretos previamente aprovados pelo governo para impedir despejos e regulamentar o setor com o objetivo de proteger os direitos dos moradores.
A decisão provocou protestos massivos em defesa do acesso à habitação na Espanha, questão que foi agravada após o caso de Maricarmen, uma mulher de 87 anos que foi despejada no final de setembro.
