'OTAN islâmica' dá um passo na Arábia Saudita em meio à escalada entre Riade e os Houthis

Arábia Saudita, Turquia e Paquistão decidiram acionar a dissuasão coletiva e mobilizar forças militares conjuntas, após condenarem as tentativas de atacar Meca e Medina.

Arábia Saudita, Turquia e Paquistão concordaram, nesta segunda-feira (5), em ativar mecanismos de dissuasão coletiva e mobilizar forças militares conjuntas em território saudita. A ação é em resposta aos recentes ataques contra o reino, segundo uma declaração conjunta divulgada após uma reunião de emergência em Riade.

Os três países se reuniram em caráter de urgência, no âmbito do Comitê Estratégico-Político e de Defesa da Aliança de Meca, para tratar das ameaças à segurança que a Arábia Saudita enfrenta. A declaração conjunta condenou com veemência a tentativa de atacar as cidades sagradas de Meca e Medina, bem como cidades e instalações civis e econômicas do reino.

Mobilização militar imediata

As três potências decidiram colocar em prática imediatamente a defesa coletiva prevista na Aliança de Meca. "O Comitê decidiu passar imediatamente à implementação prática dos compromissos de defesa conjunta. Isso inclui fornecer as forças e capacidades militares previamente acordadas e garantir seu rápido envio à Arábia Saudita, conforme os arranjos aprovados e a legislação nacional de cada país", diz o comunicado.

A declaração também ressalta que a segurança de cada nação é parte integrante da segurança coletiva dos três países. Transformar o Acordo de Meca em medidas concretas "demonstra a credibilidade do compromisso com a defesa coletiva, fortalece a eficácia da dissuasão e reafirma a unidade e a determinação" de defender a soberania e a integridade territorial.

Por sua vez, o ministro da Defesa saudita, príncipe Khalid bin Salman, confirmou no X que a reunião de emergência "reafirmou a solidariedade e a união de nossos países diante dos atrozes ataques contra o reino e os lugares sagrados". Ele explicou que o comitê decidiu "ativar medidas de dissuasão coletiva no âmbito da Aliança, em resposta aos ataques e a todos os responsáveis por eles".