
Saiba quem são os 3 países da America do Sul que mais sofrerão com o El Niño

Equador, Paraguai e Argentina são os países da América Latina que poderão sofrer o maior impacto econômico negativo em 2026 devido ao fenômeno climático conhecido como El Niño, advertiu o Banco Mundial (BM).
De acordo com o relatório "Panorama Econômico da América Latina e do Caribe", publicado nesta terça-feira (6), as secas relacionadas ao El Niño poderão prejudicar a produção, fazendo subir os preços dos alimentos e ainda da energia.

"O El Niño impõe riscos adicionais de baixa, pois as secas em algumas partes da região e as cheias em outras podem afetar a produção e aumentar a pressão sobre os preços, com Equador, Paraguai e Argentina potencialmente enfrentando os maiores impactos", diz o documento.
O Banco Mundial detalhou que a intensificação do El Niño ameaça a atividade econômica por vários canais — de secas que prejudicam a geração hidrelétrica e a agricultura a episódios de chuvas excessivas.
Por isso, diversos países já estão implementando planos preventivos para emitir alertas precoces a municípios vulneráveis, preparar suprimentos de emergência para rápido desdobramento ou assegurar financiamento contingente para desastres.
Quais são os riscos
O BM recordou que há alta probabilidade de o El Niño alcançar seu ponto máximo no final de 2026:
"Este evento, historicamente vinculado à volatilidade do mercado de matérias-primas, traz riscos regionais assimétricos, com padrões distintos de secas e chuvas excessivas projetados para a região", afirmou.
O resultado dessa instabilidade é que algumas economias podem se beneficiar temporariamente de preços mais altos de certas matérias-primas, enquanto outras — sobretudo as dependentes de agricultura sensível ao clima — enfrentam pressões diretas sobre o crescimento e suas contas externas.
"Essa vulnerabilidade tem raízes na matriz energética da região. Como a hidreletricidade representa quase metade da geração elétrica da América Latina, secas prolongadas — especialmente no norte da América do Sul, na região andina e na América Central — trazem riscos graves à capacidade de geração de energia", precisou.
