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'Salvaguarda da soberania': Autor de impeachment de Dilma declara apoio a Lula — Folha

Ao dizer que Flávio Bolsonaro "é precipício", Miguel Reale Júnior defende voto no atual presidente no segundo turno das eleições presidenciais.
'Salvaguarda da soberania': Autor de impeachment de Dilma declara apoio a Lula — FolhaAnanda Borges/Agência Câmara

O jurista Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso e um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, declarou apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A informação foi publicada nesta quinta-feira (8) pelo jornal Folha de S.Paulo.

Em declaração ao veículo, Reale Júnior afirmou que a escolha busca preservar a democracia e o Estado de Direito. "É fundamental que Lula seja eleito nosso presidente porque teremos a garantia da manutenção da democracia, do respeito ao Estado de Direito, da não instalação de um Estado policialesco e da salvaguarda da nossa soberania", disse.

A manifestação ocorre após Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno, afirmar que pretende "redemocratizar o país" e mudar a Constituição caso seja eleito. Posteriormente, o candidato citou entre as possíveis mudanças temas como redução da maioridade penal, reforma do Judiciário, reforma política, alterações na reforma tributária e o fim da reeleição para presidente.

Político irrelevante

Reale Júnior também criticou a falta de clareza, segundo sua avaliação, nas propostas do candidato do PL. "É uma pessoa que não se conhece, irrelevante como senador, irrelevante como político. Não sabemos quais são as suas ideias, nem quem lhe dá ideias", afirmou.

O jurista disse ainda não se arrepender de ter participado do pedido de impeachment que levou à saída de Dilma da Presidência. Para ele, o apoio a Lula representa uma "linha de coerência" diante da necessidade de preservar as instituições democráticas.

Ao justificar sua posição, Reale Júnior afirmou que a eventual eleição de Flávio Bolsonaro representaria um risco. "Flávio é precipício", alertou.