Steve Feinberg, subsecretário de Defesa dos EUA, está tentando acelerar a produção de armamentos do país após o consumo de milhares de mísseis durante a guerra contra o Irã, informou o The Wall Street Journal na quinta-feira (8).
Feinberg, que também é empresário e bilionário, promove uma ampla reformulação do sistema de aquisições do Pentágono e conta com "o apoio total da Casa Branca".
Feinberg defende o método Wall Street: aplicar práticas do setor financeiro à gestão pública, trazendo executivos e consultorias empresariais para reestruturar o Pentágono com foco em eficiência, velocidade e resultados. Ele argumenta que faltam especialistas em operações industriais no departamento. "Tenho certeza de que cometerei erros, e todos falarão sobre eles quando isso acontecer. Mas isso faz parte da tentativa de implementar mudanças e agir com urgência", afirmou em sua primeira entrevista desde que assumiu o cargo.
Sob sua liderança, o Pentágono tambémfirmou mais de uma dezena de acordos preliminares com fabricantes de armas e fornecedores para acelerar a produção de munições. No entanto, o Congresso ainda não financiou a maioria dessas iniciativas. Parlamentares negociam os detalhes de uma proposta orçamentária de defesa do governo no valor de US$ 1,5 trilhão.
Dinheiro do contribuinte
Para levar adiante seus planos, ele se apoiou fortemente em empresas e executivos com os quais já tinha laços desde sua época à frente da Cerberus Capital Management, empresa de investimentos que cofundou.
Entre as medidas tomadas, está o pagamento de US$ 300 milhões à consultoria Alvarez & Marsal, relacionada à Cerberus e especializada em reestruturação corporativa. Aproximadamente 300 ex-executivos dos setores automotivo e de outros ramos também foram contratados e reunidos sob a organização Business Operators for National Defense (Operadores de Negócios para a Defesa Nacional) para assessorar fabricantes do setor militar e fornecedores.
Esses executivos recebem salários públicos entre US$ 150 e US$ 170 por hora e visitam fábricas para recomendar melhorias. O Pentágono também planeja destinar até US$ 244 milhões à empresa de análise de dados Palantir para desenvolver uma plataforma chamada War Machine, projetada para melhorar a eficiência dos contratos militares.