O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o Irã de "um país de lunáticos" durante um evento público com seus apoiadores realizado neste sábado (10), em Clarksville, no Tennessee, em meio à campanha para as eleições legislativas de meio de mandato.
"Eles são um país de lunáticos, e sabem disso. Eu digo isso a eles o tempo todo: 'Vocês são completamente loucos'", declarou.
Trump também imitou ameaças que, segundo ele, eram feitas pelos iranianos: "Vamos matar todos! Todos!", acompanhadas de gritos de "Louvado seja Alá!". "Eu digo a eles: 'Vocês são loucos'", acrescentou.
O presidente americano afirmou ainda que tem sido benevolente com o Irã, apesar da situação militar do país. "Vocês não fazem ideia de como tenho sido gentil com eles, apesar de sua Marinha ter sido aniquilada", declarou.
Nesse contexto, Trump afirmou que poderia encerrar a situação rapidamente: "Poderíamos acabar com isso muito rapidamente".
O jornal The New York Times informou nesta semana que o Pentágono elaborou planos para uma nova ofensiva militar contra o Irã, incluindo uma campanha de ataques intensos durante cerca de três dias contra alvos militares e energéticos. De acordo com o jornal, os ataques teriam como foco arsenais de mísseis e drones, instalações energéticas, além de postos de comando e quartéis-generais da Guarda Revolucionária Islâmica.
Diante do impasse nas negociações, Trump sugeriu em diversas ocasiões intensificar o uso da força militar contra a República Islâmica, chegando a ameaçar aniquilar o país. Em entrevista à revista Time, publicada em 1º de outubro, o presidente americano defendeu "aniquilar o Irã", afirmando que essa seria a única opção para restabelecer a estabilidade mundial.
Por outro lado, o Irã aumentou em 2,5 vezes sua capacidade de produção de armamentos e equipamentos de defesa nos últimos sete meses, em comparação com o período anterior à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o país no fim de fevereiro, afirmou na terça-feira (6) o porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, general de brigada Reza Talei-Nik. Ele alertou que qualquer nova agressão ou ameaça dos EUA e de Israel receberia uma "resposta decisiva" e provocaria "derrotas ainda mais contundentes".