
Putin: Sabotagem dos gasodutos Nord Stream representa 'atos diretos de terrorismo'

O presidente da Rússia, Vladimir Putin classificou como "atos diretos de terrorismo" as sabotagens contra os gasodutos Nord Stream, que transportavam gás russo para a Europa. A declaração foi feita na cúpula do Fórum dos Países Exportadores de Gás (FPEG), realizada em Moscou.
O presidente russo afirmou que as sabotagens contra esses dois gasodutos e a imposição de barreiras comerciais por alguns países prejudicaram o desenvolvimento da indústria de gás. Ele indicou que os países europeus, ao se recusarem a comprar o gás russo, desferem um golpe contra a sua própria indústria e a esfera social.
"Estamos vendo isso agora na Europa, que desferiu um golpe contra a sua própria indústria e a sua esfera social ao rejeitar o fornecimento de energia da Rússia e romper contratos de longo prazo. Na Rússia, existe um ditado: 'Não cave uma cova para o outro, pois você mesmo cairá nela'. A meu ver, é exatamente isso que está acontecendo agora nos países da União Europeia", observou.

Sabotagem do Nord Stream
- As explosões nos gasodutos Nord Stream 1 e 2 ocorreram em 26 de setembro de 2022, o que provocou grandes vazamentos de gás no Mar Báltico.
- Segundo as autoridades alemãs, um grupo de sabotadores, que incluía os detidos Vladimir Z. e Sergey K., ambos cidadãos ucranianos, colocou explosivos nos dutos submarinos perto de Bornholm, uma ilha dinamarquesa no mar Báltico. Para realizar a operação, os suspeitos teriam utilizado um iate que partiu do porto alemão de Rostock.
- Os governos da Dinamarca, Alemanha e Suécia se recusaram a divulgar os resultados de suas investigações sobre o ocorrido e ignoraram os pedidos da Rússia, que pediu para auxiliar no caso, informou o New York Times à época.
- Em 2023, o renomado jornalista norte-americano Seymour Hersh concluiu que a Casa Branca, sob comando do então presidente Joe Biden, estaria por trás do atentado.
Órgãos da imprensa ocidental responsabilizaram grupos de sabotagem ucranianos pela explosão que teriam chegado ao local do ataque em um iate chamado Andrômeda.
