Perfis bolsonaristas afirmaram em lives e publicações nas redes sociais que receberam ofertas de pagamento para atacar, nas redes sociais, apoiadores de alas opostas do próprio PL, conforme reportagem da Folha de S.Paulo.
As principais denúncias surgiram na live Space Arena, realizada em 25 de agosto por bolsonarista identificado como Rafael Cavalcanti, que reuniu 58 participantes.
De acordo com conversas e mensagens trocadas na plataforma, integrantes do partido teriam financiado ataques virtuais a adversários internos, oferecendo R$ 100 por cada nome de uma lista com 50 perfis-alvo.
Parte das orientações teria partido do ex-deputado foragido Eduardo Bolsonaro, conforme relatado por um dos usuários identificados. Morando nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, Eduardo foi procurado pela Folha por mensagem e através do aliado Paulo Figueiredo, negando conhecer o episódio.
Os alvos seriam apoiadores do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), com quem Eduardo travou embates durante a pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Eduardo acusou Nikolas de não se engajar na campanha do irmão, enquanto o deputado mineiro defendia que seu papel era desgastar o governo Lula e questionava as prioridades de Eduardo ao dedicar tempo para atacar aliados.
As instruções incluíam bloquear perfis, silenciar contas e usar bots contra os rivais. Questionado sobre a veracidade da lista, um usuário confirmou o valor oferecido, mas declarou ter recusado a proposta: "Não me vendi".
A iniciativa foi identificada por aliados do PT que monitoravam possíveis ataques nas plataformas digitais. A Folha confirmou que os perfis denunciantes são de pessoas reais, ativas desde 2021. O PL e a campanha de Flávio Bolsonaro não responderam aos pedidos de manifestação.