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Deputados do Paraguai rejeitam pedido de impeachment do vice-presidente

O país sul-americano vive uma crise política histórica após a renúncia do presidente Santiago Peña.
Deputados do Paraguai rejeitam pedido de impeachment do vice-presidenteRedes sociais.

A Câmara dos Deputados do Paraguai barrou o processo de impeachment contra o vice-presidente Pedro Alliana, o que permite que ele fique em condições de suceder o presidente Santiago Peña, que renunciou em meio a uma crise política histórica no país sul-americano.

Dos deputados presentes, apenas 30 votaram pelo afastamento de Alliana, enquanto 48 defenderam sua permanência no cargo.

A sessão extraordinária foi convocada para analisar os pedidos de impeachment de Peña e de Alliana. A oposição os responsabiliza pela grave crise financeira, política e social gerada pela intervenção surpresa do banco Ueno  — que bloqueou as contas de 2,9 milhões de clientes, impedidos desde 3 de novembro de acessar seus recursos, poupanças e salários. 

Durante a sessão, Peña apresentou sua renúncia em uma mensagem que causou comoção e rachou os parlamentares. Alguns alertaram que o presidente deixava o cargo apenas para garantir impunidade.

Impunidade ou justiça

O motivo é que, se o Congresso aceitar a renúncia, ele poderá manter o foro privilegiado como senador vitalício, o que travaria o avanço das investigações contra ele.

Por outro lado, se Peña for destituído por meio de um impeachment, não terá qualquer proteção judicial. 

A notícia da renúncia desconcertou os deputados. A maioria votou por suspender temporariamente o debate do impeachment de Peña enquanto se confirmava seu afastamento do governo e o processo institucional chegava ao Congresso, que deve analisar a decisão do presidente para avalizá-la ou rejeitá-la.

Os deputados também concordaram em avançar no debate sobre o impeachment de Alliana. A discussão durou menos de uma hora, pois decidiram encurtar as exposições para dar uma definição rápida diante da incerteza política que predomina no país.

Em publicação nas redes sociais, a Câmara dos Deputados destacou: "Durante o debate em plenário, as bancadas contrárias ao impeachment argumentaram que o vice-presidente não possuía competência legal nem participação direta nas decisões que provocaram a recente crise do sistema financeiro".