A Justiça do Paraguai decretou a prisão preventiva de Carlos Dagoberto Carvallo Spalding, ex-presidente do Banco Central, no âmbito das investigações sobre o escândalo financeiro do Ueno Bank. A decisão foi tomada pelo juiz Humberto Otazú, de Garantias de Crimes Econômicos e Anticorrupção, segundo o jornal ABC Color.
Carvallo permanecerá inicialmente 15 dias nas instalações do Grupamento Especializado da Polícia Nacional do Paraguai. O prazo poderá ser estendido até que o tribunal receba um relatório formal do Ministério da Justiça ou de uma instituição penitenciária. A medida busca preservar a integridade física do acusado e mantê-lo sob custódia, à disposição da Justiça.
O ex-presidente do Banco Central foi formalmente acusado pelo Ministério Público do Paraguai de lesão de confiança, administração em benefício próprio e falsificação de documentos públicos, entre outros delitos. As acusações também atingem o ex-presidente paraguaio Santiago Peña, no âmbito da investigação sobre a instituição financeira.
Crise do Ueno Bank no Paraguai
Carvallo comandou o Ueno Bank até agosto de 2023, antes de assumir a presidência do Banco Central paraguaio. Ele deixou o cargo após a intervenção na instituição financeira em meio a uma grave crise de solvência, que provocou a suspensão de serviços e impediu clientes de acessar seus recursos.
A crise do Ueno Bank também desencadeou protestos em Assunção e investigações sobre a administração de recursos públicos. A instituição administrava aproximadamente US$ 850 milhões em verbas estatais, incluindo fundos de aposentadoria, e sua paralisação afetou milhões de correntistas.