É 'rídiculo' que EUA falem de ultimatos, diz Irã

O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baqaei, destacou a inutilidade das ameaças de Washington contra o país persa.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, destacou nesta quarta-feira (20), em uma entrevista na televisão, a inutilidade de os Estados Unidos ameaçarem Teerã com ultimatos.

"No que diz respeito à República Islâmica do Irã, falar em ultimatos e prazos é ridículo", declarou Baqaei. "O Irã demonstrou que, na defesa de seus interesses, e independentemente de comportamentos ameaçadores e pressões, segue seu próprio caminho", acrescentou.

Segundo o porta-voz, as autoridades iranianas estão focadas na defesa de seus interesses e direitos. "Não damos atenção à retórica ameaçadora. Portanto, tais coisas, no que diz respeito à República Islâmica do Irã, certamente não surtem efeito, e nós seguimos fazendo nosso próprio trabalho", disse ele.

"Nesta fase, estamos focados em pôr fim à guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano", prosseguiu o funcionário.

Nesse mesmo contexto, ele ressaltou que o Irã entrou no processo de negociações "com total boa-fé e seriedade". "A outra parte deve demonstrar sua seriedade. Encaramos a outra parte com profunda desconfiança, e isso se deve ao seu péssimo histórico ao longo do último ano e meio. Mas, ao mesmo tempo, acompanhamos as questões com todas as nossas forças e com total boa-fé", afirmou.

“Nossas exigências são claras; a questão relacionada à liberação dos ativos iranianos bloqueados, os assuntos relacionados ao fim da pirataria marítima e das ações de assédio que realizam contra a navegação da República Islâmica do Irã estão entre os temas que, desde o início, foram expostos com total clareza", detalhou.

O porta-voz classificou essas ações de Washington como "contrárias ao direito internacional". "Elas constituem uma violação do cessar-fogo e, o que é mais importante: o principal fator de perturbação do livre comércio e da navegação marítima internacional são precisamente essas ações dos Estados Unidos", denunciou.

"São ações que não só afetaram a situação em nossa região, no Golfo Pérsico, no Mar de Omã e no Estreito de Ormuz, mas também provocaram perturbações na cadeia de abastecimento de mercadorias, energia e combustível nas regiões mais distantes do mundo", afirmou Baqaei.

O funcionário instou outras nações a se posicionarem. "A comunidade internacional deve exigir que os Estados Unidos ponham fim à pirataria marítima e às suas ações ilegais em águas internacionais. Esta questão, sem dúvida, está presente nas considerações da parte iraniana em cada conversa e troca de mensagens", resumiu.