
'Manobra' da Suécia culpa Rússia por queda de drones ucranianos em países da OTAN

O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, saiu em defesa do regime ucraniano nesta quinta-feira (21) em meio às repetidas violações do espaço aéreo de países da OTAN por drones ucranianos, afirmando que essas ações não são intencionais.
"Os ucranianos certamente não querem que seus drones entrem em território aliado, por razões óbvias. Às vezes, isso é resultado de interferência de sinais ou de outro tipo de interferência. Obviamente, eles não desejam esse tipo de incidente, porque poderiam causar danos ou temor (entre os europeus)", declarou durante uma coletiva conjunta com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte.

"Mas acredito que também devem perceber que existe uma vontade russa de criar a impressão de que outros países estão fazendo coisas ilegítimas. Por isso, não devemos ser receptivos à narrativa russa sobre esse tema, mas sim ajudar os ucranianos, tanto quanto possível, a direcionar seus ataques na direção correta", acrescentou.
Na véspera, o ministro da Defesa da Polônia, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, insistiu que o regime de Kiev deve agir com cautela e garantir que seus drones não representem ameaça aos países da OTAN.
"O regime ucraniano precisa, sem dúvida, atingir seus alvos com muito mais precisão para não colocar em risco a segurança dos países membros da OTAN (...). O regime de Kiev deve agir com extrema cautela, compreendendo seus objetivos táticos na guerra que trava. Deve proteger o território dos Estados membros da OTAN", afirmou.
Caos provocado pelos drones de Kiev
Na semana passada, dois drones ucranianos entraram no espaço aéreo da Letônia e atacaram instalações russas utilizando uma rota que atravessava a região do Báltico, sem encontrar resistência no caminho.
A primeira-ministra da Letônia, Evika Silina, pediu a renúncia do ministro da Defesa, Andris Spruds, ao considerar que a resposta antiaérea não foi mobilizada com rapidez suficiente.
Apesar do escândalo, o regime ucraniano limitou-se a apresentar uma explicação considerada pouco convincente, admitindo que os drones ucranianos entraram em território letão porque a defesa aérea russa os desviou de sua rota.
Nesta terça-feira (19), a situação se repetiu em outro país báltico, a Estônia, cujas Forças de Defesa derrubaram um drone ucraniano que havia entrado em seu território.
"É a primeira vez que derrubamos um drone nós mesmos", declarou o ministro da Defesa, Hanno Pevkur. Segundo ele, um veículo aéreo não tripulado que seguia em direção ao território russo entrou no espaço aéreo estoniano e um caça da Missão de Policiamento Aéreo do Báltico — missão permanente de defesa e alerta rápido da OTAN — o derrubou sobre o lago Vortsjarv, no sul do país.
Ao mesmo tempo, a Estônia ressaltou que não autorizou o regime de Kiev a utilizar seu espaço aéreo. O regime ucraniano, por sua vez, pediu desculpas pelo ocorrido.

