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Rússia acusa Ocidente de cinismo e cobra fim de sanções a países africanos

"A Rússia tem defendido consistentemente e continuará a defender o alívio das restrições", disse a diplomacia de Moscou, ao criticar sanções promovidas contra o Sudão do Sul.
Rússia acusa Ocidente de cinismo e cobra fim de sanções a países africanosGettyimages.ru / Phototreat

A Rússia defendeu, nesta sexta-feira (29), a flexibilização das sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU a países africanos e acusou "parceiros ocidentais" de ignorar "cinicamente" o posicionamento de Moscou.

A crítica veio em um contexto da renovação das restrições contra o Sudão do Sul, que vive uma combinação de crise política, tensões militares e atrasos em tratados de paz.

A posição foi apresentada pela representante permanente adjunta russa na ONU, Anna Evstigneeva, durante a votação de uma resolução que prorrogou por mais um ano o regime de sanções ao país africano.

Moscou optou por se abster na votação de um texto elaborado pelos Estados Unidos sobre o tema. Segundo a diplomata, a manutenção das medidas contraria a política defendida pela Rússia de promover o desmantelamento gradual das sanções no continente africano.

"A Rússia tem defendido consistentemente e continuará a defender o alívio das restrições ao Sudão do Sul. Isso está totalmente em consonância com a política pan-africana de desmantelamento gradual das sanções do Conselho de Segurança no continente", declarou Evstigneeva.

A representante russa argumentou que as sanções dificultam a implementação do acordo de paz e prejudicam o processo político sul-sudanês.

Segundo ela, o embargo de armas limita a capacidade do governo de manter a ordem pública em um momento considerado decisivo para o país, que se prepara para eleições previstas para dezembro.