
'Acredito que o preço do petróleo despenca muito em breve', diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (1º) não estar preocupado com a alta dos preços do petróleo após a divulgação de um relatório sobre a suposta intenção do Irã de "bloquear completamente" o estreito de Ormuz e interromper as negociações com os Estados Unidos, informou a CNBC News.
Questionado sobre relatos de que negociadores iranianos interromperiam as comunicações com os Estados Unidos e de que Teerã bloquearia "completamente" o Estreito de Ormuz em resposta às operações militares de Israel no Líbano, Trump afirmou que "vai perguntar" ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, "o que está acontecendo no Líbano".

"Acredito que o preço do petróleo vai despencar em um futuro muito próximo", declarou Trump, minimizando um possível colapso das negociações de paz com o Irã ao afirmar: "Não me importo se elas terminarem, sinceramente".
No entanto, também insistiu que os americanos que compreendem a importância de conter as ambições nucleares do Irã não irão se opor a um aumento nos preços da gasolina como consequência do conflito.
"Uma vez que se explica que tudo isso tem a ver com o fato de o Irã possuir uma arma nuclear, as pessoas estão dispostas a pagar um pouco mais", afirmou.
Nova realidade do petróleo
Especialistas apontaram que as exportações de petróleo através do Estreito de Ormuz podem não retornar aos níveis anteriores às agressões dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Devido ao conflito, o mercado energético enfrenta uma nova realidade: o tráfego de petroleiros poderá se estabilizar em volumes significativamente menores, mesmo que um acordo seja alcançado.
Amos Hochstein, ex-assessor de Energia e Segurança Nacional do ex-presidente americano Joe Biden, foi categórico sobre o tema.
"Não importa o que aconteça, os iranianos controlarão o Estreito de Ormuz no futuro previsível. Nem sequer importa o que diga o acordo. Todos na região acreditam nisso", afirmou.
Por sua vez, Richard Meade, editor-chefe da Lloyd's List — prestigiada publicação especializada em comércio marítimo e no setor naval —, estimou que o tráfego poderá recuperar apenas entre 60% e 70% dos volumes registrados antes da guerra, com navios chineses operando com maior liberdade, enquanto embarcações ocidentais precisariam de acordos bilaterais com o Irã.
