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Comando dos EUA confirma ataques contra alvos no Irã

Meios locais relataram explosões na cidade portuária de Sirik, situada na região do Estreito de Ormuz.
Comando dos EUA confirma ataques contra alvos no IrãGettyimages.ru

O Comando Central dos Estados Unidos, CENTCOM, informou que forças dos EUA realizaram ataques contra alvos no Irã neste sábado (27), por ordem do presidente dos Estados Unidos.

Segundo o comunicado, a ação ocorreu após supostamente um drone de ataque atingir o petroleiro M/T Kiku às 4h30 no horário da costa leste dos EUA. A embarcação, com bandeira do Panamá, transitava perto do Estreito de Ormuz com mais de dois milhões de barris de petróleo.

O CENTCOM afirmou que o Irã teve a oportunidade de cumprir o acordo de cessar-fogo após ataques dos EUA realizados na sexta-feira (26), em resposta ao ataque iraniano contra o M/V Ever Lovely, mas não o fez.

De acordo com o comando, aeronaves dos EUA atingiram infraestrutura de vigilância, sistemas de comunicação, locais de defesa aérea, depósitos de drones e capacidades de colocação de minas do Irã.

O comunicado acrescentou que o trânsito de embarcações pelo Estreito de Ormuz continua. O CENTCOM também declarou que as forças dos EUA permanecem em estado de vigilância e prontidão.

Meios locais informaram que explosões foram ouvidas na cidade portuária de Sirik, localizada na região do Estreito de Ormuz.

« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »

Rotas sob controle iraniano

A Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou, na quinta-feira (25), que a passagem segura pelo Estreito de Ormuz depende do uso das rotas aprovadas por Teerã.

"A única rota permitida para a navegação pelo Estreito de Ormuz é a anunciada pela República Islâmica", informou o órgão militar.

Segundo a Guarda Revolucionária, embarcações que utilizarem trajetos não autorizados poderão ser alvo de medidas. O alerta ocorre em meio a orientações divergentes, já que os Estados Unidos recomendam uma rota próxima à costa de Omã, enquanto o Irã exige coordenação prévia para a navegação pelo Estreito.