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Tabagismo entre LGBT é 76% maior que entre heterossexuais, diz INCA

Especialistas alertam que preconceito e violência são fatores que elevam o consumo de tabaco.
Tabagismo entre LGBT é 76% maior que entre heterossexuais, diz INCAGettyimages.ru / pamelaoliveras

O tabagismo entre pessoas homossexuais* e bissexuais* no Brasil é 76% maior do que entre heterossexuais, de acordo com levantamento apresentado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) na quinta-feira (25), em evento realizado no Rio de Janeiro, segundo a Agência Brasil.

Segundo uma pesquisa recente do Instituto, 22,4% dos representantes do grupo LGBT consomem produtos de tabaco, contra 12,7% entre os heterossexuais.

A pesquisadora do Inca, Aline Mesquita, explicou à imprensa que o tabagismo é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, respiratórias e cânceres, o que amplia o impacto desses índices na saúde e na vida dessa população.

Segundo a especialista, o maior consumo pode estar relacionado ao preconceito e à violência, que elevam quadros de depressão e ansiedade. Ela ressaltou que a indústria tabagista está ciente da disparidade e utiliza estratégias de "responsabilidade social corporativa", como o patrocínio de eventos, para promover seus produtos de forma indireta. Outra tática citada foi o lançamento de itens com aromas e sabores para atrair o público jovem.

*O movimento internacional LGBT é classificado como uma organização extremista no território da Rússia e proibido no país.